Pessoas Certas – Parte 3/5

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Ken O´Donnell, no seu livro – Valores Humanos no Trabalho, diz que “A Revolução Francesa levantou a bandeira de LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE, mas infelizmente os modelos políticos e sociais posteriores não conseguiram chegar a este ideal”. O Comunismo se baseia no conceito de IGUALDADE, mas não dá lugar à LIBERDADE (nem inteiramente a igualdade). O Capitalismo, mesmo que negue isto, acolhe a LIBERDADE, mas rechaça a IGUALDADE. O Socialismo quer equilibrar a LIBERDADE e IGUALDADE, mas nunca consegui de fato atingir esta meta. O Fascismo suprimiu de maneira clara a LIBERDADE e IGUALDADE sem dar nenhuma satisfação ao povo. É sintomático observar que nenhum modelo sócio-político tenha levado em conta a FRATERNIDADE, nem mostrado sequer a menor preocupação com ela”. 

 

Mikhail Bakunin, grande pensador russo, alertava seus ex-companheiros comunistas que, quando o proletariado derrubasse a ditadura do czar, implantaria a ditadura do operariado, pois isto era da natureza humana. Ronald Reagan, ex-presidente americano, disse: “Estamos caminhando para o socialismo, um sistema que, como se diz, só funciona no céu, onde não precisam dele, e no inferno, onde ele já existe”. O grande economista John Maynard Keynes previa que ao final do século XX, devido aos avanços da tecnologia, as pessoas trabalhariam 15 horas por semana, críticos do capitalismo dizem qua a previsão não levava em conta a ganância dos homens que não permitiria que isto acontecesse, como realmente não aconteceu. É sintomático observar que as críticas feitas se referem ao comportamento humano e não ao sistema propriamente dito, dando razão para a corrente de pensadores que acreditam que primeiro precisamos educar as pessoas (EXCELÊNCIA, EFICIÊNCIA E ÉTICA) e elas construirão um ADMIRÁVEL MUNDO NOVO onde de fato a LIBERDADE, IGUALDADE e FRATERNIDADE sejam os pilares da sociedade.

 

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Dr. Jim Collins, autor do livro “Empresas Feitas para Vencer”, recomenda que as organizações priorizem a contratação das PESSOAS CERTAS para o seu barco: “A habilidade executiva número um é escolher as pessoas certas e colocá-las nas posições certas”. Ele destaca que ter uma equipe comprometida com a empresa e ocupando os cargos ideais aumentam drasticamente as chances de o empreendimento dar certo. Claus Moller, guru da Qualidade, também pensa de maneira semelhante em seu livro “Colocando as Pessoas em Primeiro Lugar”. A pergunta que fica é: Quem são as PESSOAS CERTAS?

 

Dee Hock, fundador e ex-presidente da VISA, também acreditava na importância das pessoas dentro de uma organização e recomendava contratar e promover os colaboradores conforme os seguintes critérios:

  • Primeiro, pela ÉTICA (respeito, integridade, honestidade, etc.);
  • Segundo, pela MOTIVAÇÃO (atitude, protagonismo, paixão, alegria, comprometimento, persistência, disciplina, resiliência, etc.);
  • Terceiro, pela CAPACIDADE (habilidade, saber fazer, criatividade, praticidade, eficiência, eficácia, técnica, competência, etc.);
  • Quarto, pela COMPREENSÃO (inteligência lógica, emocional, capacidade de aprender, etc.);
  • Quinto, pelo CONHECIMENTO (formação, especialização, etc.);
  • Por último, pela EXPERIÊNCIA.

 

E explicava a escala com os seguintes argumentos:

  • Sem ÉTICA, a MOTIVAÇÃO é perigosa;
  • Sem MOTIVAÇÃO, a CAPACIDADE é impotente;
  • Em CAPACIDADE, a COMPREENSÃO se limita;
  • Sem COMPREENSÃO, o CONHECIMENTO é insignificante;
  • Sem CONHECIMENTO, a EXPERIÊNCIA é cega. Uma pessoa, com todas as outras qualidades, adquire facilmente e coloca, rapidamente, em ação os aprendizados. Pessoas sem as qualidades anteriores só trarão péssimas experiências.

 

Texto escrito por:

 

Nelson Kawakami, Sócio-Diretor da C2KR Gestão Empresarial e ex Diretor Executivo do GBC Brasil.

 

 

 

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