Busca no mercado por certificados de energia renovável tem crescimento expressivo

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Você sabia que tem aumentado cada vez mais a quantidade de empresas preocupadas com o uso de energia de fontes renováveis?

Mas antes de entrarmos nesse assunto, vamos entender melhor o que são os Certificados de Energia Renovável…

Os Certificados de Energia Renovável, chamados mundialmente de RECs, são gerados através de um programa de Certificação, que permite ao consumidor de energia escolher o tipo de energia com o qual será abastecido, dentre as fontes renováveis de energia eólica, hídrica, solar ou biomassa.

 

Mas como isso funciona?

 

A estrutura brasileira de geração, transmissão e distribuição de energia torna impossível rastrear os elétrons de uma Usina de geração de energia até seu ponto de consumo. A energia elétrica de uma particular fonte renovável simplesmente é injetada dentro do sistema de distribuição, se mistura com outros elétrons de outras fontes de energia (renováveis ou não) e sua distribuidora local de energia entrega essa energia misturada para seu negócio ou sua casa por meio dos postes e fios. Nem sua distribuidora local de energia pode afirmar de onde os elétrons são originados.

Porém o Programa de Certificação permite ao consumidor ter a escolha de energia renovável que deseja. Isso é feito da geração de (RECs) de usinas hídricas, eólicas, de biomassa renovável e solares. Um REC é a prova de que 1 MWh (um megawatt hora) foi injetado no sistema a partir de uma fonte de geração de energia renovável.

Ao adquirir um REC, o consumidor se apropria daquela energia que foi injetada no sistema, e existe um controle centralizado para garantir que aquele REC não será usado por mais ninguém.

 

Como uma usina pode gerar RECs?

 

Qualquer usina de geração de energia no Brasil pode passar a gerar RECs. Para isso, basta atender às seguintes condições, verificadas por meio do Instituto Totum, gerenciador do Programa:

  • usina deve estar legalmente estabelecida;
  • usina deve gerar energia renovável;
  • usina de fato deve injetar energia no sistema elétrico brasileiro;
  • não há duplo beneficiário das afirmações ambientais quanto ao uso da energia.

 

Esses são os critérios para a Certificação Internacional chamada I-REC, disponível para usinas brasileiras desde o 2º semestre de 2016.

Mas no Brasil, há ainda uma segunda opção de Certificação, que é o Programa chamado “REC Brazil”. Para uma usina se certificar neste Programa, além de atender a todos os requisitos básicos da Certificação I-REC, ainda precisa comprovar que atende também a determinados requisitos de sustentabilidade.

Uma vez certificada em um dos dois Programas de Certificação, a usina passa a emitir RECs para cada MWh de energia injetada no sistema elétrico.

Mas retornando agora ao tema principal desse post, a quantidade de RECs comercializada em 2016 aumentou de forma considerável no Brasil a partir de 2016: foram negociados 107.543 RECs em 2016, conforme levantamento feito pelo Instituto Totum, que coordena o Programa de Certificação de Energia Renovável e é o emitente local dos RECs. Para fins de comparação, em 2015 e 2014 foram transacionados 13.462 e 244 RECs, respectivamente, o que mostra o crescente interesse do mercado por esse tipo de produto.

A maior demanda até o momento tem surgido dos prédios certificados LEED: cerca de 90% dos RECs comercializados até o momento são destinados a edificações construídas com o padrão verde do Green Building Council.

 

A expectativa é que até o final de 2017 o mercado movimente cerca de 1 milhão de RECs.

 

Texto escrito pelo Instituto Totum, parceiro do GBC Brasil.

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