A peça fundamental para o desenvolvimento do mercado da construção civil

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Post Facebook Blog GBC - 03-11-15

Atualmente o Brasil enfrenta um momento de grande dificuldade decorrente das crises ambiental, política e econômica. O mercado imobiliário sofre período de retração histórico após crescimento acelerado até 2012, crescimento este que ocorreu por conta dos programas de facilitação de crédito imobiliário, abertura das empresas ao capital externo bem como da ascensão da classe “C”, antes menos favorecida. Segundo dados do SECOVI, Sindicato da Habitação, a cidade de São Paulo fechou o ano de 2014 com um marco recorde, contabilizando 27.000 apartamentos em estoque.
No âmbito ambiental, está claro que vivemos em um país com abundância de recursos naturais. Entretanto, a construção civil é uma das grandes responsáveis pelos impactos causados ao meio ambiente. De acordo com dados da Eletrobrás, as edificações são responsáveis por 50% do consumo da matriz energética nacional. No que tange aos recursos hídricos, cada vez mais escassos, as edificações são as principais consumidoras. Com relação aos materiais utilizados nas construções, muitos passam por processo ilegal de extração, como é o caso da madeira que é explorada de forma incorreta, provocando o desmatamento, com prejuízos para a fauna e a flora. Esta forma de extração também acarreta a poluição de rios, mares e florestas, provocando a morte de espécies animais, produzindo impactos incalculáveis para a biodiversidade e para o planeta.
Diante deste contexto, a inovação se faz necessária para a redução do impacto da indústria da construção ao meio ambiente. O termo sustentabilidade surgiu com uma prática inovadora e representa a chave para solucionar as crises que assolam o país.
Construções sustentáveis podem garantir redução em média de 30% de energia e 40% de água e são responsáveis pela redução da exploração e consumo indevido de recursos naturais. Além disso, representam papel fundamental para o desenvolvimento da sociedade moderna, pois são responsáveis por elevar a qualidade das edificações, promover a transformação de produtos, elevar o padrão técnico do mercado, além de gerar emprego e fomentar o incentivo a políticas públicas.
Alterando o foco do edifício para o bem-estar humano, estudos comprovam que este tipo de construção é capaz de aprimorar a qualidade do ar interno de 8 a 11%, melhorando assim a saúde e o bem-estar dos ocupantes. Ainda com respeito ao usuário, está comprovada a relação com a melhora na produtividade dos funcionários das empresas, além de aceleração da evasão dos leitos hospitalares e aumento de retenção do cliente no segmento de varejo.

 

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Texto escrito por Maíra Macedo, Coordenadora de Relações Institucionais e Governamentais do GBC Brasil

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